sábado, 29 de setembro de 2012

Você, eu e a saudade

Aquela velha saudade, vazia de nomes e de fatos, se faz presente.
Não consigo lembrar as consequências da sua última visita, 
nem mesmo por quanto tempo feriu. A saudade. 
Você nunca esteve aqui, nem o sabor dos seus lábios, 
muito menos o calor do seu abraço nesses dias frios. 

Você? 
Não sei quem o mandou. Sei que chegou quieto se instalou trazendo novos sorrisos, devaneios de um amor eterno que nem recíproco era (risos. Desculpa.). 
Me rendeu e partiu deixando a saudade do sonho, quase real, de viver uma história escrita por nós dois, seriamos nós e o mundo ou contra ele, caso fosse necessário. Nunca estando sós.
Eu? Atribuí a você responsabilidade de uma criança que, tão inocente de tudo, não tem a menor responsabilidade sobre aquilo que cativa e sai correndo por aí encantando a todos com sua beleza e simplicidade despertando-lhes o querer mais nobre, verdadeiro. 
A saudade? Vai me encontrar de olhos fechados e com um largo sorriso no rosto, o sorriso que você me pediu, pois quando a saudade aperta, fecho os olhos e, eu posso te ver.


E. N. Jr.






"Diga-me uma piada e eu te amarei, sirva-me uma bebida e serei seu. Eu não poderia mentir para ninguém. Quem é que nunca sentiu certeza de um romance da vida real? E eu não quero conhecê-lo agora mesmo. Arranje tempo para me mostrar suas cicatrizes. E qual a maneira para ser feliz. E um caminho para o inferno. Pois eu acho que perdi direção quando você lançou-me para fora da cama. God, can you hear me?" (The Magic Numbers -  which way to happy)





domingo, 16 de setembro de 2012

Delírio – Carta aberta a Francois Bien-aimé .

Peço que desconsidere tudo que tenho dito ultimamente. Não que eu esteja mentindo ou tentando lhe enganar, na verdade descobri que não sou eu quem diz todas essas coisas, ou melhor, sou eu, mas não racionalmente. Entendeu? É um pouco difícil, mas vou tentar explicar: Estou sofrendo de esquizofrenia e é um tipo bem raro, eu mesmo diagnostiquei na falta de uma explicação plausível. Como todo esquizofrênico, criei um mundo onde você se tornou a pessoa mais importante. Acordo pensando em você e vou dormir com o mesmo pensamento. No auge do transtorno, me pego olhando para o nada, te vejo e, no nada, você é tudo. É capaz de me tirar os pés do chão.

Sua imagem faz despertar desses lábios sedentos por um beijo, o sorriso mais encantado e embebido de paixão que os meus amigos já viram. Os mesmos dizem que o sintoma dessa minha doença está nos olhos, no quanto brilham ao falar de você, mal sabem eles que todo esse brilho é resultado de um esforço sobre-humano para não chorar ao lembrar do quanto sofro por não te ter. Me conheço e sei que jamais sentiria esse tipo de coisa por você. Sou muito melhor que isso, desculpa. Amor platônico não me convém.

Peço que não dê mais ouvidos ao que digo.
Nem mesmo agora que me encontro no meu estado normal,
Não me julgue pelo delírio ou pela minha aparente falta de equilíbrio.
Guarda todas essas palavras como o bilhete de alguém que,
sem a menor pretensão, ocupa o lugar mais esplendoroso e reles em sua vida.
Aceito a condição de tê-lo em meio aos devaneios, até onde der.

Quando não estou em mim peço todos os seus beijos e abraços.
Me acanho por não ter.
Quando sou eu, peço também que não me dê nada do que peço.
Me envergonho por querer.
Encanta-me e, daí mesmo, alimenta esse meu delírio com sintomas de sonho.
Para que eu possa continuar esse sonho com sintomas de delírio.

Je chante la chanson c'est-à-dire: "Même sans ta présence, je vais t'aimer. Dans mes poèmes, je t'écrirai: C'est toi que j'aime, c'est toi que j'aimerai
Tu sais, je souffrirai. A chaque instant d'attente, je souffrirai, Mais quand tu seras là, je renaîtrai.
Tous les jours de ma vie."

E. N. Jr.







agradeço a Cleiton Salvador pela ajuda nos pontos e vírgulas. rs




"Como uma história que inventa o seu fim
quero inventar um você para mim
Vai ser melhor quando te conhecer. Olho no olho e flor no jardim. Flor, amor
Vento devagar vem, vai, vem mais" (Tulipa Ruiz - Do amor)